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The Witcher: Batismo de fogo (por Andrzej Sapkowski)



TÍTULO:  The Witcher: Batismo de fogo
AUTOR: Andrzej Sapkowski
EDITORA: WMF Martins Fontes
PÁGINAS: 347
PERIODO: dezembro/2022-março/2023

 

“Neste mundo mal, Zoltan Chivay, a bondade, a honestidade e a justiça permanecem guardadas na memória.”

 

IMPRESSÕES:

Nunca me canso de perceber como The Witcher consegue me pegar desprevenido e me surpreender de maneiras que nunca imaginei nos cenários mais comuns da fantasia clássica. Dê um mundo fantástico para o Sapkowski e veja ele lhe mostrar toda a crueldade e realismo contido nele sem perder o toque de magia que arreda tudo com um belo laço vermelho numa espada ensanguentada pelo combate.

Depois da ‘Irmandade dos Magos” ser esfacelada por um golpe e Geralt ficar seriamente ferido, os homens perdem um defensor contra os monstros perigosos que aterrorizam o mundo enquanto guerras devastam todos os territórios e o futuro da magia está ameaçado. Feiticeiras se aliam num novo conclave e Ciri, herdeira do trono de Cintra, ainda continua desaparecida aos olhos de todas as nações, principalmente de Nilfgaard que continua com suas campanhas bélicas no Jaruga. Até que surge o rumor de que ela está na corte e vai se casar com o imperador ferido ou não, Geralt tem uma missão em suas mãos, resgatar seu presente do destino ao lado de companheiros inconvenientes e muito prestativos ao longo da sua jornada.

Batismo de fogo é a quinta obra dos livros que contam a saga do bruxo Geralt de Rívia, um feiticeiro cheio de astúcia e um matador impiedoso, treinado desde a infância para caçar e eliminar monstros.  Para mim foi o mais demorado de todos até agora, não é culpa de ninguém mais do que apenas o próprio leitor, vulgo eu, que passava por tempos tão sombrios quanto aqueles descritos no livro.

Fiquei extremamente surpreso com desenrolar da história, ela começa bem com um conto sobre um emissário, o que me deu um bom choque de realidade literária de início (isso é The Witcher, nada além). Mas depois tudo aconteceu na minha vida menos no livro, demorou até eu retomar meu ritmo de leitura e até chegar mais ou menos na metade do escrito pra só então ficar em um nível de empolgação e envolvimento com a narrativa como nunca. A companhia formada é a coisa mais preciosa que vi, o drama da pesudo-elfa com o pequeno mistério sobre o novo integrante são extremamente cativantes, fora o Jaskier que é maravilhoso sempre. O Sapkowiski sempre foi um mestre na arte do mostrar, mas acho que nessa obra ele mostrou que não é bom só nesse quesito, todo o desenvolvimento dos personagens que ele conseguiu executar com maestria foi o acabamento perfeito para o que ele queria contar. Eu não estou gostando tanto da Ciri com os Esquilos, mas entendo que há um propósito ali, só espero ser surpreendido positivamente com esse processo, em suma, o próximo livro está bem pavimentado.

a WMF Martins Fontes fabricou vários boxes: capas clássicas com os personagens das histórias; capas baseadas no jogo da franquia; capa dura com o símbolo do lobo encrustado em diversas cores cromadas. A que tenho em mãos é a primeira que citei, a edição tem uma simplicidade adorável que remete as velhas fantasias de antes da virada do século, folhas amarelas, bela diagramação, miolo forte, tudo ok.

Só consigo pensar que algum dia vou ter que voltar naquelas páginas de tanto que a história me cativou, me animou para o que vem por aí também, dou 4/5 (Sapkowski, por favor, faça sumários como no primeiro livro), talvez por que se arrastou demais em certa parte, mas do meio para o final não conseguia largar a obra de tão preso que fiquei no enredo.

 

“Quem sabe entenda que a única atividade que dá certo quando executada sozinha é bater punheta


Resenha: John Miranda

(@john.miranda_ejma)

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