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500 dias com/sem você (por Samantha Silvany)

 



TÍTULO: 500 dias sem você
AUTORA: Samantha Silvany
EDITORA: Crivo
PÁGINAS: 212
PERÍODO: 14-25/02

 

“Perco a cabeça com sua presença e fico carente com sua ausência.”

(p. 8)

 

IMPRESSÕES:

Ler um livro sobre superação de um relacionamento quando se está tendo de superar um relacionamento não é tão fácil e glamuroso como dizem, mas ainda assim é de certa forma uma boa muleta que te ajuda a esquecer o passado esgotando ao máximo essas lembranças na conversão de dor em palavras.

Segundo um estudo da University College, de Londres, a paixão dura entre 18 e 30 meses, ou seja, ficamos apaixonados de um ano e meio a três anos e meio em média, aqui o eu lírico há de passar esse tempo na luta contra os sentimentos ainda vivos e agonizantes por alimento (a dopamina que provém do outro) em seu interior, ao passo que redescobre verdades sobre si mesma, o finado relacionamento e a natureza de um relacionamento a dois idealmente saudável. Tudo misturado com muito tempero de poesia fina e especiarias poéticas de um pós-romance trágico que perdura num coração em processo de cura e amadurecimento.

A maioria das pessoas passa pelo momento na qual precisa matar os sentimentos que tem por outra pessoa, não importa o quão fortes sejam e o quanto você queira que esse outro alguém corresponda as suas demandas emocionais, um fim nesses casos é mais do que necessário e definitivo, é crucial. A Samantha conseguiu transmitir essa sensação gradual de auto mutilamento de uma parte sua indesejada e que precisa desaparecer antes que corroa todo o seu ser numa espiral depressiva e destrutiva.

Ótimos questionamentos e lições são levantados ao longo das páginas: Do que adianta ganhar alguém e se perder no processo? Às vezes se afastar completamente após um término é a melhor opção para todos se reencontrarem consigo mesmo; mesmo amando uma pessoa ao extremo, você não pode se submeter a qualquer coisa por ela; não deixe o orgulho calar sua boca, sentimentos e emoções; não tem receita de bolo para dar certo.

A edição é modesta, mas com um bom acabamento, a simplicidade é o que define o exterior, o sentimento de luto emocional o interior, nada muito a acrescentar no que se refere ao físico da obra. Tudo muito normal visto de uma boa ótica, as mensagens e passagens impactantes destacadas nas páginas são atraentes e um grande ponto positivo no quesito atrativo, o que me fez ter gana pra ler e descobrir mais do enredo.

Eu o avalio como 3/5, bons conselhos podem ser granjeados ali, a descrição da situação emocional vulnerável é exemplar e a autora tem uma veia incrível pra poesia, se não tivesse tanta pressa pra ler, duraria 500 dias na minha mão fácil, lendo um pouco todo dia só pra não devolver o livro para minha irmã.

 

“Pensando bem, talvez esse tenha sido o erro, faltou plural. Amor no singular, se não for próprio, se conjuga com dor.”

(p. 32)


Resenha: John Miranda

(@john.miranda_ejma)

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