“Mas, quando penso no que Jesus faria no meu lugar,
considero-me uma condenada por ser uma das criaturas mais egoístas e inúteis do
mundo.” (p. 22)
IMPRESSÕES:
Essa é a pergunta
que vale uma vida plena, apesar de curta e simples, ela deve ser feita e
respondida a todo instante, as consequências disso são astronômicas se
seguirmos ao pé da letra a réplica que teremos do Espírito Santo para essa
demanda.
Essa obra ilustra
perfeitamente o que aconteceria se os cristãos de uma igreja em certa cidade se
comprometessem durante um ano inteiro a não fazer nada sem antes perguntar: Que
faria Jesus em meu lugar? Em um culto o reverendo traz para a reunião
eclesiástica de sua comunidade uma orientação divina de sempre se questionar o
que realmente Deus gostaria que fizéssemos, a resposta de súbito se tornou em
uma máxima: imitar a Jesus, tal decisão significava uma total dedicação de bens
materiais, talentos e carreiras pelo amor a Cristo, revelando mais uma vez a
dinâmica ambígua do evangelho que produz alegria e sofrimento ao mesmo tempo a
fim de produzir e desenvolver o amor e o caráter perfeitos do Filho de Deus em
cada um de nós. O romance nos relata o desdobrar das vidas de cristãos as quais
se fora desafiada a seguir os passos de Cristo à risca em toda e qualquer
situação, sendo uma fonte tanto de entretenimento quanto de reflexão e desafios
raramente encontrados na literatura cristã.
Esse era um
daqueles muitos livros que ouvimos os pregadores no púlpito de nossas igrejas
falarem, mas que infelizmente não damos conta de ir atrás para conhecer as
riquezas do texto em si. Quando voltei pra Cristo fiquei me perguntando
exatamente isso, apenas com outras palavras: O que devo fazer? Foi quando
lembre que o bispo da minha comunidade sempre proclamava que esse livro mudara
sua concepção de cristianismo, era tudo o que eu precisava naquele momento de
reconstrução do meu relacionamento com Jesus, por graça divina, ele estava na
promoção então, mais do que oportuno, comprei e o li como algo que deveria ser
feito a todo custo.
A edição é
modesta, justamente porque a obra não é extensa, a propósito é curta demais
devo admitir, gostaria que fosse muito maior, ainda assim a capa e seu material
são ótimos, suas folhas são das melhores, infelizmente a brochura não estica
bem para uma boa abertura do livro, mas diagramação compensa isso um pouco por
ser bem feita e adequada para o tamanho do item.
Minha nota é 4/5
porque a editora talvez tenha falhado um pouco com o autor a obra que, por sua
vez, são magníficos, valeu mais do que a pena o adquirir e lê-lo, gostaria
muito que todo cristão na face desse planeta abençoado pelo Criador possa ter
essa experiência magnífica que é fazer essa questão a si mesmo todos os dias de
sua vida, nisso o livro acertou seu alvo, a leitura mostrou, fielmente, o
evangelho e o agir do Espírito Santo como o são na realidade.
“O Cristianismo que desconhece a renúncia e o
sofrimento não é o Cristianismo de Cristo. Que é ser cristão? É imitar Jesus. É
fazer o que Ele faria. É seguir seus passos.” (p. 103)
Resenha: John Miranda
(@john.miranda_ejma)
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