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Jogos Vorazes (por Suzanne Collins)

 


TÍTULO: Jogos Vorazes
AUTOR: Suzanne Collins
EDITORA: Rocco
PÁGINAS: 400
PERÍODO: 05-16/02/2024

 

“Ter um parceiro diminui o fardo, inclusive nas coisas mais simples.”

(p. 121)

 

IMPRESSÕES:

 

    Essa foi a chance de tirar a prova dos nove e verdadeiramente comprovar, ou não, se o livro era melhor do que o filme como uma daquelas pessoas chatas que não podem ver nenhuma adaptação feita de obras literárias. Assim que terminei de ler fui direto rever o filme, ainda em choque com a leitura totalmente exclusiva que havia feito, e para o meu espanto passei o resto do dia dizendo, o filme é bom, mas, realmente, o livro é melhor.

    Panem, uma nação sádica num mundo distópico, resultante de uma guerra civil na América do Norte, onde uma safra de jovens de lugares menos favorecidos, os doze distritos, é lançada anualmente numa arena altamente tecnológica para se digladiarem até a morte na esperança de serem o último sobrevivente a ser coroado com fama e tesouros, além da segurança da própria vida, que fora ceifada na Colheita, de volta. Esses são os Jogos Vorazes e nessa septuagésima quarta edição do evento, Katniss Everdeen, uma caçadora nata do Distrito 12, se voluntaria pra salvar sua irmã mais nova e junto a Peeta Mellark, um aprendiz de padeiro e caso amoroso complicado, lutam juntos para sobreviver na perigosa Capital, um lugar cheio de luxúria egocêntricas e riquezas cientificamente avançadas, que oprime os demais estados com esse programa televisivo cruel para um público ultra fanático por violência.

 

“’Enquanto você conseguir se achar nunca vai passar fome’.”

(p. 59)

 

    Digo “exclusiva” porque dediquei um dia inteiro basicamente apenas para ler essa obra que estava bem atrasada no meu cronograma anual e como ainda estava ajustando minha rotina depois de uma semana de descanso, decidi não parar de ler até acabar. Já havia começado na semana passada, devagarzinho, li apenas três capítulos, mas depois me atarefei demais e, em seguida, sai de viagem, o que me fez tocar nessa obra novamente mais de uma semana depois, mas assim que o tive em mãos de novo não o larguei mais até ver o fim daquela edição dos Jogos Vorazes.

    Acho emocionantes os detalhes que a obra traz sobre a vida da protagonista: seu pai que também era caçador, o histórico da mãe herbalista, as outras personas do Distrito 12, etc., eu vi o filme primeiro e ele mostra muito pouco em relação ao livro sobre o pano de fundo de nossa heroína. Não é uma falha da obra, apenas minha curiosidade, mas eu queria saber mais também sobre os outros participantes, a “cara de raposa” principalmente, ainda assim é legal ver tudo pela a ótica apenas da Katniss, o que dá mais emoção do que pode estar acontecendo além dela. O clímax da obra foi o que me surpreendeu, os bestantes, aquilo realmente me pegou, o final foi bem construído com as amoras, as mortes realmente são bem arquitetadas, acho um pouco clichê logo na vez da arqueira que caçava em bosques cair nua edição onde a arena é uma floresta, mas é compreensível porque não foi fácil pra ela mesmo assim.

    Minha edição é perfeita, comemorativa de 10 anos da obra, veio num box com material extra e exclusivo, com uma cor diferente, capa dura com arte brilhante e com alto relevo, diagramação impecável, folhas amarelas e fitilhos coloridos de acordo com o livro em questão, a Rocco se superou, eu também, consegui um valor inacreditável por ele que me orgulho muito.

    No final, senti-me como se estivesse em algum lugar no mesmo mundo de 1984 (George Orwell), o que me interessou bastante o contraste dos Distritos com a Capital, o estilo Battle Royale do evento é o mais cativante e tudo toma proporções amedrontadoras como em Game of Thrones, qualquer um pode morrer a qualquer hora, somando tudo isso a um romance muito bem construído entre os dois tributos do 12 e temos uma obra que marcou uma geração, a minha, 5/5.

 

“Então, em vez de agradecer ao aplauso, eu fico parada enquanto eles participam da forma mais ousada de protesto que conseguem. O silêncio. O que quer dizer que nós não concordamos. Nós não perdoamos. Tudo isso é errado.”

(p. 51)


Resenha: John Miranda

(@john.miranda_ejma)

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