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A arte da guerra (por Sun Tzu)

TÍTULO: A arte da guerra
AUTOR: Sun Tzu
EDITORA: HB
PÁGINAS: 155
PERÍODO: 06-07/09/2024

 

“Todas as guerras são baseadas no logro.”

(p. 41)

 

IMPRESSÕES:

 

    Eu já havia lido essa obra dois anos atrás, mas quando comparei as cinco anotações que fiz com a vintena escrita dessa vez o que me pareceu foi que da última chance que tive de absorver os conhecimentos desse livro eu o fiz errado, ou talvez seja que eu tenha me embrenhado tanto em jogos de estratégias nos últimos meses que agora minha mente entende o que o autor quis transmitir.

    Sendo o tratado bélico mais antigo do mundo com mais de 2500 anos de idade nas costas, A arte da guerra do autor chinês Sun Tzu tem sido um marco na instrução e criação de fortes líderes mundiais ao ensinar táticas sobre como manobrar um campo de batalha, ganhar terreno inimigo e trabalhar com disfarces e subterfúgios; que vem ganhando o mundo com seus ensinamentos profícuos desde o oriente não só na área militar, mas adaptando ao campo empresarial e econômico dos dias atuais onde a liderança e as estratagemas tomas novos rumos e podendo ser aplicada nas mais diversas circunstâncias.

 

“A excelência suprema consiste em quebrares a resistência do inimigo sem lutar.”

(p. 55)

 

    É de se espantar como podemos fazer paralelos entre a guerra e nossas vidas pacatas no dia-a-dia, as lições e os exemplos dados pelo experiente general Sun Tzu contêm uma profundida tão peculiar que podemos inferir que a sabedoria nelas contida fora forjada com muitos e muitos anos de estudo e meditação nos casos, tanto que o autor captou a essência do conflito. Tudo é guerra, como exporia o filosofo grego Heráclito, mas é o nosso comandante chinês que nos instrui a ganha-las ao explanar a frugalidade do combate e extrair do passado as veredas para vitórias futuras.

    O último terço dos capítulos é muito específico, o que me fez remeter que aqui ou devem ser realmente só referidos a guerra física propriamente dita, ou requer um nível de aprofundamento e reflexão super intenso para retirar algo de conveniente para as lutas diárias da vida social. Todavia, as duas primeiras partes são tão universais quanto os arquétipos dos gregos antigos, sendo apropriadas para uso benéfico e lucrativo no que lhe embutirmos uma adaptação, feito uma fórmula matemática ou um provérbio judaico.

    O que é espantoso visto que assim admitimos estarmos realmente em um tipo diferente de guerra, a vida é bélica e nós estamos perdendo ou em desvantagem na maioria das vezes porque não a tratamos como tal, assim Sun Tzu nos alerta indiretamente através de seu manuscrito.

 

“Será vencedor aquele que souber quando lutar e quando não lutar.”

(p. 57)

 

    Por fim, esse livro é o terceiro de um box especial focado nas obras acerca das estratégias orientais, nunca me esqueço o fato de adquiri-lo por um preço bem irrisório, principalmente graças a sua estética minimalista japonesa chamativa feita com uma maestria feita por poucas editoras. Todavia, o adendo é o mesmo, as folhas são enjoativamente brancas, já a diagramação é mediana, porém a falta de erros ortográficos, os conteúdos introdutórios extras e as páginas divisórias que organizam bem o miolo compensam a pequena falha.

    Ele não é um clássico atoa, fico feliz em ter trocado a edição e lido o título uma vez mais, é inegável que a releitura me fez bem, tanto pela compenetração que demonstrei no pouco tempo que me ative ao livro, algo raro dado a poucas ótimas obras, quanto pela retomada dos bons ensinamentos proveitosos nas mais variadas situações do cotidiano. Só lamento o autor não ter finalizado seu tratado com um bom arremate ou resumo, lhe dando um acabamento digno de tal; 4,5.

 

“Rapidez é a essência da guerra.”

(p. 131)


Resenha: John Miranda

(@john.miranda_ejma)

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