AUTOR: Suzanne Collins
EDITORA: Rocco
PÁGINAS: 415
PERÍODO: 01-27/10/2024
“A tempestade só passa quando você a atravessa.”
(p. 19)
IMPRESSÕES:
Dessa vez nossa Tordo está numa situação pior do que na última edição em que estreou, antes ela tinha a convicção de que todos estavam contra todos e ela não era uma exceção, só precisava sobreviver, agora não mais essa certeza e isso é a pior coisa para um jogador: não saber quem é seu aliado ou seu inimigo.
Algo parece ter mudado para sempre em Panem depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, tendo em vista que durante a turnê dos vitoriosos o casal de pseudo-apaixonados se deparam com os mais variados distritos e a maioria dão sinais de que uma revolta é iminente agora que enxergam nos dois representantes sobreviventes do Distrito 12 um exemplo de que vencer a Capital é possível. Entretanto, o presidente Snow não está disposto a deixar isso acontecer e arma uma represália contra a possível rebelião e seu símbolo ardente na 75° edição dos jogos vorazes, uma bem especial já que seria o terceiro massacre quaternário da história do país e aquele que traria de volta a arena os sobreviventes dos últimos jogos para lutarem por suas vidas novamente, entre eles nossa querida arqueira e o doce padeiro.
“Mire mais alto caso você esteja falhando.”
(p. 36)
Embora nossos campeões só vão para o Battle Royale basicamente na terceira e última parte do livro, o que me deixou bem ansioso para como iria ser mesmo já sabendo de tudo, a história não é tão arrastada, só um pouco na primeira parte, mas entendo que havia muito o que nos mostrar e desenvolver, por isso acredito que a escritora acertou o tempo das duas primeiras, mas na terceira ela foi apressada demais na minha opinião, mas só falo isso porque queria ver mais das aventuras na selva, então releve.
Duas personagens são cortadas na adaptação para o cinema, o que me deixou bem interessado nelas no início, a menção do Distrito 13 é bem feita e o final comprovando a tese é um nó perfeito, aliás, esse finale foi arrebatador, toda a tensão até ele foi tão bem construída que me pego pensando como seria essa história se fosse escrita pelo ponto de vista do Peeta, ainda assim a Katniss brilha, pega fogo na verdade, gosto muito das entrevistas do Caeser Flickerman e a morte do Cinna é devastadora, contudo, a arena é o que realmente nos conquista, um selva em forma de relógio com um monte de peripécias aqui e ali bem regradas como um alarme... genial. Ressalto aqui meu interesse afetuoso por Johanna Mason que me pareceu do começo ao fim alguém fenomenal, tanto no livro quanto no filme.
Relembro que essa minha edição é aquela super perfeita, a comemorativa de 10 anos da obra que veio num box com material extra e exclusivo, com uma cor diferente, capa dura com arte brilhante e de alto relevo, diagramação impecável, folhas amarelas e fitilhos coloridos de acordo com o livro em questão, refaço o elogio de antes com prazer visto que a Rocco fez um trabalho excelente e que supera tudo que já fez antes, inclusive, como gosto de recordar, consegui um valor inacreditável por essas belezuras.
Aquela boa sensação de distopia é mais vívida nessa obra do que na anterior já que vemos a turnê dos vitoriosos passarem pelos outros distritos além do 12, mesmo que rapidamente, apesar de que o que brilha é ver a influência da Capital sobre tudo e todos, principalmente quando usam da violência e a mídia para manter as rédeas da situação. Estou sempre revendo os filmes assim que acabo de ler os livros e vejo o quão são fiéis ao conteúdo, mesmo deixando uma coisa aqui e ali de fora, 5/5, do começo ao fim espetacular.
“Somos a própria esperança encarnada onde não há nenhuma esperança.”
(p. 189)
Resenha: John Miranda
(@john.miranda_ejma)
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