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Quem mexeu no meu queijo? (por Spencer Johnson)

 


TÍTULO: Quem mexeu no meu queijo?
AUTOR: Spencer Johnson
EDITORA: Record
PÁGINAS: 112
PERÍODO: 22/04/2024

 

“Quanto mais importante seu queijo é pra você, mais você quer ficar com ele.”

(p. 37)

 

IMPRESSÕES:

 

    Existem livros e livros, esse é um daqueles que depois que você começa não há como parar, você está preso no labirinto de suas páginas e não conseguirá descansar até encontrar a saída por meio do desfecho de sua história, o livro é o queijo e você é um ratinho querendo devorá-lo.

    Escrito por Spencer Johnson e publicado em 1998, esta obra de ficção apresenta uma narrativa metafórica que aborda questões relacionadas à mudança, resiliência e adaptação. A história gira em torno de quatro personagens, dois ratos chamados Sniff e Scurry, e dois “homenzinhos” chamados Hem e Haw, que vivem em um labirinto e procuram por queijo para satisfazer suas necessidades básicas e desfrutar de uma vida feliz até que essa fonte, um queijo, some repentinamente revelando a essência de cada um enquanto acompanhamos o desdobrar de suas escolhas no enredo.

    Quem Mexeu no Meu Queijo? é uma leitura curta e acessível que oferece insights valiosos sobre como lidar com a mudança e prosperar em um mundo em constante transformação, frequentemente usado como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e organizacional em empresas e instituições de ensino.

 

“Quanto mais rápido você se libertar do queijo velho, mais cedo encontrará um queijo novo.”

(p. 64)

 

    Já havia ouvido falar do poder dessa obra aqui e ali, mas não do seu enredo, particularmente o estereotipei como só mais um livro de desenvolvimento pessoal como muitos hoje em dia que fazem sucesso apesar de terem pouca profundidade. Mas quando estava acompanhando a minha irmã que comprava doces, o vi na prateleira com um preço baixíssimo de fim de estoque, não pensei duas vezes e o comprei rapidamente, li no mesmo dia em poucas horas e fiquei com a cabeça viajando nas possibilidades e aplicações da metáfora do queijo e o labirinte.

    A edição é fantástica, a capa tem relevos o que reforça ainda mais a estética de queijo que ela quis trazer baseada na temática da obra, as imagens são ótimas para fixação do aprendizado das lições e a diagramação está impecável, livro tem orelhas, o que é bem importante, porém negligenciado hoje em dia, assim como sumários, por fim, a folha é da melhor qualidade, mas o preço de promoção pela qual o adquiri foi de um terço do valor de mercado, o que é bem salgado.

    Sim, eu estava errado! O livro é bom, de conteúdo simples, mas impactante, com certa profundidade, tanta que acho que terei de lê-lo novamente daqui a alguns meses, com certeza não se apartará das minhas prateleiras, um surpresa inesperada, mas muito bem vinda, se me permite usar um trocadilho com a obra, eis aí um queijo que eu não sabia que precisava encontrar, 4/5.

 

“Se você não se adapta a tempo, pode acabar nunca se adaptando.”

(p. 77)


Resenha: John Miranda

(@john.miranda_ejma)


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