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As 5 linguagens do amor (por Gary Chapman)



TÍTULO:
As 5 linguagens do amor
AUTOR: Gary Chapman
EDITORA: Mundo Cristão
PÁGINAS: 208
PERÍODO: 28/08-01/10/2023

 

“O problema é que ignoramos uma verdade fundamental: As pessoas falam diferentes linguagens do amor.”

(p. 14)

 

IMPRESSÕES:

Aposto que alguma vez na sua vida você já ouviu falar em linguagem do amor, pois é, a teoria do Gary se torna cada vez mais popular a cada ano, ainda mais quando ela é vista por sob a ótica de um relacionamento íntimo e amoroso. O que nos leva a duvidar se realmente ele só descobriu isso ou voltou no tempo pra perguntar a algum ancestral nosso na gênese da nossa espécie como se dava o amor; ele é pastor, não duvido nada que ele tenha perguntado pra Deus e obteve essa resposta.

Após doze anos de aconselhamento para inúmeros casais, o sr. Chapman acumulou diversos conhecimentos e os unificou em uma única teoria que explicaria o motivo de tantos casamentos falharem, revelando uma saída prática e afetuosa de como alcançar um estado ideal de amor entre os cônjuges. Ela se baseia na inferência de que todos nós necessitamos ser amados, por isso temos um tipo de tanque emociona que necessita estar sendo sempre preenchido, por uma maneira específica, ou nas suas palavras, uma linguagem de amor adequada e primária, especialmente individual, mas que podem ser categorizados em arquétipos: palavras de afirmação; tempo de qualidade; presentes; atos de serviço; toque físico.

Esse foi mais um daqueles livros que me senti impelido a comprar repentinamente e o devorei em pouco tempo, apesar de tentar seguir a minha rotina de leitura de um capítulo por dia, acabei deixando isso de lado e li basicamente metade em uma só noite (foi uma boa escolha, não me arrependo kkk). Eu estava escrevendo e do nada senti a vontade de citar a teoria e o teste das linguagens do amor, mas me senti um pouco inseguro justamente por só conhece-la superficialmente, em poucos minutos de discussão interna eu já havia me decidido, dois dias depois eu já estava com um exemplar em mãos e lendo.

Mesmo adorando a leitura fluída que a obra traz, acho que encontrei algumas brechas ou falhas na teoria do sr. Chapman, talvez pela necessidade de praticidade e acessibilidade para o público alvo, tenha perdido toda a profundidade e potencial que sua teoria tem a oferecer. Uma delas é que nem sempre as pessoas demonstram e querem receber amor na mesma linguagem, ou seja, infiro que haja uma divisão entre linguagem simples e composta: a primeira se refere as pessoas que falam e ouvem amor na mesma linguagem; já a segunda alude aos que se expressam em uma linguagem, mas querem captar em outra. A outra lacuna que percebi é que apesar de todos nós ansiarmos por encher nossos tanques emocionais com o afeto da linguagem que queremos receber, ainda assim há em nós espaços que só serão preenchidos, e só nos sentiremos amados, quando recebermos carinho nas demais linguagem de amor.

A edição da editora Mundo Cristão é modesta, contudo, surpreendentemente maravilhosa: o papel é espesso e amarelo, ótimo para a leitura; a capa dura e com orelha, resistente ao tempo; a diagramação é sensacional, com reforços das frases marcantes dos textos em caixas nos cantos. Muito possivelmente seria difícil fazer um trabalho melhor, estão de parabéns, o custo benefício é de certa forma justo, todavia eu consegui adquiri-lo em uma promoção, o que fez a aquisição valer ainda mais.

Eu mal havia terminado de lê-lo e já estava indicando aos meus amigos, todo casal ou jovem que está se preparando para se relacionar num futuro próximo deve, obrigatoriamente penso eu nos dias mais tensos, aprender a falar todas as linguagens de amor. Essa obra se tornou um pilar na área de não-ficção da minha biblioteca, 5/5 é pouco para esse livro, penso seriamente em relê-lo junto a minha futura esposa, com certeza será uma experiência única, agradável e edificante.

 

“Nossa necessidade emocional mais básica não é a de nos apaixonarmos, mas de sermos genuinamente amados por outra pessoa, um amor que brota da razão e da opção e não do instinto.”

(p. 31)


Resenha: John Miranda

(@john.miranda_ejma)

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