“O problema é que ignoramos uma verdade fundamental: As pessoas falam diferentes linguagens do amor.”
(p. 14)
IMPRESSÕES:
Aposto que alguma
vez na sua vida você já ouviu falar em linguagem do amor, pois é, a teoria do
Gary se torna cada vez mais popular a cada ano, ainda mais quando ela é vista por
sob a ótica de um relacionamento íntimo e amoroso. O que nos leva a duvidar se realmente
ele só descobriu isso ou voltou no tempo pra perguntar a algum ancestral nosso na
gênese da nossa espécie como se dava o amor; ele é pastor, não duvido nada que ele
tenha perguntado pra Deus e obteve essa resposta.
Após doze anos de
aconselhamento para inúmeros casais, o sr. Chapman acumulou diversos
conhecimentos e os unificou em uma única teoria que explicaria o motivo de
tantos casamentos falharem, revelando uma saída prática e afetuosa de como
alcançar um estado ideal de amor entre os cônjuges. Ela se baseia na inferência
de que todos nós necessitamos ser amados, por isso temos um tipo de tanque
emociona que necessita estar sendo sempre preenchido, por uma maneira
específica, ou nas suas palavras, uma linguagem de amor adequada e primária,
especialmente individual, mas que podem ser categorizados em arquétipos:
palavras de afirmação; tempo de qualidade; presentes; atos de serviço; toque
físico.
Esse foi mais um
daqueles livros que me senti impelido a comprar repentinamente e o devorei em
pouco tempo, apesar de tentar seguir a minha rotina de leitura de um capítulo
por dia, acabei deixando isso de lado e li basicamente metade em uma só noite
(foi uma boa escolha, não me arrependo kkk). Eu estava escrevendo e do nada
senti a vontade de citar a teoria e o teste das linguagens do amor, mas me
senti um pouco inseguro justamente por só conhece-la superficialmente, em
poucos minutos de discussão interna eu já havia me decidido, dois dias depois
eu já estava com um exemplar em mãos e lendo.
Mesmo adorando a
leitura fluída que a obra traz, acho que encontrei algumas brechas ou falhas na
teoria do sr. Chapman, talvez pela necessidade de praticidade e acessibilidade
para o público alvo, tenha perdido toda a profundidade e potencial que sua
teoria tem a oferecer. Uma delas é que nem sempre as pessoas demonstram e
querem receber amor na mesma linguagem, ou seja, infiro que haja uma divisão
entre linguagem simples e composta: a primeira se refere as pessoas que falam e
ouvem amor na mesma linguagem; já a segunda alude aos que se expressam em uma
linguagem, mas querem captar em outra. A outra lacuna que percebi é que apesar
de todos nós ansiarmos por encher nossos tanques emocionais com o afeto da
linguagem que queremos receber, ainda assim há em nós espaços que só serão
preenchidos, e só nos sentiremos amados, quando recebermos carinho nas demais
linguagem de amor.
A edição da
editora Mundo Cristão é modesta, contudo, surpreendentemente maravilhosa: o
papel é espesso e amarelo, ótimo para a leitura; a capa dura e com orelha,
resistente ao tempo; a diagramação é sensacional, com reforços das frases
marcantes dos textos em caixas nos cantos. Muito possivelmente seria difícil
fazer um trabalho melhor, estão de parabéns, o custo benefício é de certa forma
justo, todavia eu consegui adquiri-lo em uma promoção, o que fez a aquisição valer
ainda mais.
Eu mal havia
terminado de lê-lo e já estava indicando aos meus amigos, todo casal ou jovem
que está se preparando para se relacionar num futuro próximo deve,
obrigatoriamente penso eu nos dias mais tensos, aprender a falar todas as
linguagens de amor. Essa obra se tornou um pilar na área de não-ficção da minha
biblioteca, 5/5 é pouco para esse livro, penso seriamente em relê-lo junto a
minha futura esposa, com certeza será uma experiência única, agradável e
edificante.
“Nossa necessidade emocional mais básica não é a de
nos apaixonarmos, mas de sermos genuinamente amados por outra pessoa, um amor
que brota da razão e da opção e não do instinto.”
(p. 31)
Resenha: John Miranda
(@john.miranda_ejma)
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