“Você se torna eternamente responsável por aquilo que
cativa.”
(p. 101)
IMPRESSÕES:
Parece que toda
vez que leio esse livro eu vejo um brilho novo, feito uma estrela que surge no
lusco fusco, que ainda não havia percebido que estava ali, dessa vez não foi
diferente, o que me fez concordar com a repercussão que a obra teve no meu
tempo, sendo o terceiro livro mais traduzido da história, sendo até considerada
a maior obra existencialista do século XX e um dos clássicos da literatura
universal.
Um piloto (o
próprio autor relatando seu próprio acidente verídico) cai com seu avião no
deserto e ali encontra uma criança loura e frágil, que diz ter vindo de um
pequeno planeta distante em meio as estrelas, ali, na convivência com o piloto
perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida através
de uma jornada reflexiva e especial com base nas viagens do jovem
principezinhos que fugira do seu planeta e abandonara sua rosa para conhecer
novos mundos e mais amigos até finalmente conhecer uma raposinha que lhe ensina
o poder e a importância da “cativação”.
Fato: essa obra do
fantástica do Antoine de Saint-Exupéry foi o meu terceiro livro de literatura,
está comigo desde quando comecei a cursar filosofia no tempo em que guardava
meus livros no guarda-roupa porque não tinha estante nem espaço aqui em casa.
Já perdi as contas de quantas vezes já o li e espero continuar lendo todo ano
quem sabe, pois ele vem me inspirando a escrever a um bom tempo, talvez seja um
dos meus maiores referenciais e literatura infantil.
Acho que essa foi
a vez que mais demorei na leitura, justamente porque estou lendo vários ao
mesmo tempo, já que nas ultimas vezes lia o livro em um turno ou em pouco mais
de duas horas. Mas acho que dessa vez ponderei mais sobre o texto e a forma em
que ele foi escrito, devido as influencias que tenho tido para escrever,
entretanto, o que mais me chamou a atenção nessa ocasião foi o conselho da
raposa sobre como cativar, o que me fez refletir muito sobre como cortejar e se
aproximar de alguém de forma digna e autêntica, vou seguir essa dica.
A editora Geração
fez um trabalho tão primoroso e impecável que eu acho que nunca haverá uma
edição tão caprichada quanto aqui no Brasil, quiçá no mundo, todos os detalhes
com temática nobre e real, as iluminuras fortemente coloridas, o conteúdo extra
com fotos da vida do autor e de outros elementos da história dão a composição
dessa obra um acabamento arrebatador, melhor ainda, não é tão caro e eu
consegui ainda mais barato numa promoção, o que fez a aquisição valer em dobro.
O Pequeno Príncipe
sempre será um 5/5, não importa quantas vezes eu o leia, jamais deixarei de
achar beleza e emoção em meio as aventuras puras do jovenzinho com seu cachecol
descolado, amigo de uma raposa tão sábia, amante de uma rosa demasiada espinhosa
e de um planeta com muitos vulcões.
“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível
aos olhos.”
(p. 101)
Resenha: John Miranda
(@john.miranda_ejma)

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