AUTOR: C. S. Lewis
EDITORA: Thomas Nelson
PÁGINAS: 288
PERÍODO: Setembro - Dezembro/2024
“Se o cristianismo não significa mais do que uma porção de bons conselhos, então ele não tem tanta importância, pois nunca nos faltaram bons conselhos nos últimos quatro mil anos, e um pouco mais não fará diferença”
(p. 206-207)
IMPRESSÕES:
Se algum dia eu tivesse de designar um livro cristão e não pudesse escolher a bíblia, em nenhuma de suas versões ou idiomas, esse com certeza seria o livro mais importante e um dos pilares na formação e na caminhada de fé de qualquer pessoa que queira ser cristã.
Em um dos períodos
mais sombrios da humanidade, a Segunda Guerra Mundial, C.S. Lewis foi convidado
pela BBC a fazer uma série de palestras pelo rádio com o intuito de explicar
bases da fé cristã de forma simples e clara. Mais tarde, ajustado pelo próprio
Lewis, esse material daria origem a Cristianismo puro e simples, se tornando um
grande, senão o maior, clássico da literatura cristã. Na obra mais popular e
acessível de seu legado, Lewis apresenta os principais elementos da cosmovisão
cristã e seus princípios básicos, gradativamente conduzindo o leitor a temas
mais profundos e complexos, provocando reflexão e debate.
Eu cometi um
grande erro, assim que comecei a ler uma pessoa que conheço pediu que o
esperasse, levou dois meses para que eu percebesse que ele nunca me alcançaria,
acabei atrasando e me desconectando da leitura por nada. Confesso que quando
voltei havia esquecido quase toda a primeira metade da obra, havia estancado
bem no meio do livro e infelizmente tive que dar uma revisada para entender
onde estava e retomar a leitura aos poucos, até que li vários capítulos num dia
só de tanto anseio para devorá-lo.
Acho que poucos
livros me mantiveram tão saciados e sedento ao mesmo tempo no final de seus
capítulos, o modo em que a escrita do criador da série de livros narniana
adentra o tema é cativante, se eu não estivesse me regrando a ler poucas
páginas por dia teria acabado com ele em poucos dias, quiçá horas. A graduação
no argumento é ótima para o engajamento na leitura, parecia estar lendo filosofia
pura, me senti na academia novamente, sempre acho engraçado demais os seus dois
nomes que são abreviados. O Lewis teve extremo sucesso nesse manuscrito, até os
descrentes querem ler suas obras, seus argumentos e ótimos exemplos tornam tudo
mais suave, poucos consegue dar leveza a teologia pesada como ele o faz. E tá
eu super entendo que ele tentou evitar se aprofundar muito em alguns temas para
evitar desnecessidades, mas parte de mim queria mais algumas vezes. Gosto
bastante da introdução, adoro a analogia com a guerra, mas os últimos capítulos
foram os melhores na minha opinião, sai tão impactado que não conseguia largar
o livro mais, saí com ele na mão e tudo.
A Thomas Nelson
fez um trabalho tão caprichoso com toda a coleção do autor que, agora, comprar todos
eles, tornou-se uma meta, da capa a diagramação, das notas aos detalhes, tudo
feito com carinho e esmero aos leitores dessa grande referência cristã. Se for
pra apontar um defeito, posso somente dizer que há um, as edições de capa mole,
apesar de serem semelhantes em quase tudo das de capa dura, tem tamanhos
diferentes entre si, o que pode mexer bastante com pessoas metódicas como eu,
contudo em relação a essa obra em especifica nada posso apontar de negativo.
Desde o primeiro
momento em que ouvi falar sobre esse livro sabia que devia lê-lo, criei altas
expectativas inclusive, que por
incrível que pareça foram supridas, confesso que ele é diferente do que eu
esperava, mas nenhum pouco inferior do que queria. xCertamente voltarei nessas
páginas, recomendarei elas a esmo, será uma boa fonte de consulta, sem dúvidas terá
espaço garantido na minha biblioteca sempre e sempre, 5/5.
“O cristianismo é uma religião combativa.”
(p. 70)
Resenha: John Miranda
(@john.miranda_ejma)
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